ComunicaAÇÃO

Coletivo de fonoaudiólogas, fonoaudiólogos e fonoaudiólogues

Em organização por piso salarial, contra a pejotização e em defesa do SUS.

Sem base unificada, não há mudança estrutural

Nenhuma mudança estrutural será conquistada sem uma base unificada, com representatividade institucional e capacidade de coesão coletiva.

A precarização do nosso exercício profissional, a pejotização nos serviços de saúde e a ausência de um piso salarial normatizado têm a mesma origem: a nossa desarticulação.

Para definir a estratégia de atuação política e dar suporte técnico-político à estruturação da nossa representação sindical, mapeamos o perfil demográfico, trabalhista e de competências de quem integra o coletivo.

Os resultados parciais estão abaixo. Eles orientam as primeiras ações sobre as pautas que a própria base trouxe.

Quem somos, até agora

Resultados parciais do formulário de caracterização da base. Os dados são agregados, sem identificação pessoal, e tratados conforme a LGPD.

180pessoas responderam
91,1%mulheres cisgênero
68,9%pessoas brancas
84,4%da região Sudeste
78,9%já formadas
13,6anos de formação em média (de 0 a 49)

O perfil é concentrado. Ampliar o coletivo para outras regiões, raças e identidades de gênero é parte do trabalho de representatividade.

O que a base quer e o que trava

Percentuais sobre as 180 respostas. Em perguntas de marcar várias opções, a soma passa de 100%.

Piso e 30h

Há consenso sobre salário e jornada

Salário e remuneração justa é a pauta mais marcada (86,7%). Das 21 menções a carga horária, a maioria pede redução ou limite, como 30h ou “máximo semanal”. Nenhuma defende as 40h atuais.

Pejotização

Ninguém defendeu o modelo PJ

71,7% marcaram o combate à pejotização como prioridade, e nenhuma resposta aberta defendeu o modelo. É uma base sólida para apoiar projetos de lei contra a prática.

Próxima consulta

Res. CFFa 419/2012: 8 atendimentos em 6h

O formulário não perguntou sobre isso. É um bom tema para uma consulta rápida ao grupo antes de qualquer posicionamento.

Fonoaudiologia e política andam juntas

86,9% das respostas válidas ligam, de forma positiva, a Fonoaudiologia às políticas públicas. Além disso, 79,4% (143 pessoas) mostram ao menos um indicador de interesse nessa relação: resposta aberta, pauta de participação política ou disposição para debates e ações. A base já está disposta a agir. O que falta é organização.

Princípios do grupo

Somos seres eminentemente políticos, e a Fono não está à parte.

Este coletivo reconhece a diversidade e a necessidade de a Fonoaudiologia dialogar com a sociedade da qual faz parte. Não somos uma área apartada.

Não há luta em defesa de uma classe que comece excluindo pessoas trans por serem quem são, nem que oculte a transfobia em nome de uma língua estanque. Por isso usamos linguagem neutra e inclusiva. Quem sai por não reconhecer a diversidade escolhe excluir alguém que faz parte da sociedade.

Organização começa por quem está aqui

Entre no grupo, acompanhe os resultados e ajude a definir as primeiras ações do coletivo.