Coletivo de fonoaudiólogas, fonoaudiólogos e fonoaudiólogues
Em organização por piso salarial, contra a pejotização e em defesa do SUS.
Sem base unificada, não há mudança estrutural
Nenhuma mudança estrutural será conquistada sem uma base unificada, com representatividade institucional e capacidade de coesão coletiva.
A precarização do nosso exercício profissional, a pejotização nos serviços de saúde e a ausência de um piso salarial normatizado têm a mesma origem: a nossa desarticulação.
Para definir a estratégia de atuação política e dar suporte técnico-político à estruturação da nossa representação sindical, mapeamos o perfil demográfico, trabalhista e de competências de quem integra o coletivo.
Os resultados parciais estão abaixo. Eles orientam as primeiras ações sobre as pautas que a própria base trouxe.
Quem somos, até agora
Resultados parciais do formulário de caracterização da base. Os dados são agregados, sem identificação pessoal, e tratados conforme a LGPD.
O perfil é concentrado. Ampliar o coletivo para outras regiões, raças e identidades de gênero é parte do trabalho de representatividade.
O que a base quer e o que trava
Percentuais sobre as 180 respostas. Em perguntas de marcar várias opções, a soma passa de 100%.
Há consenso sobre salário e jornada
Salário e remuneração justa é a pauta mais marcada (86,7%). Das 21 menções a carga horária, a maioria pede redução ou limite, como 30h ou “máximo semanal”. Nenhuma defende as 40h atuais.
Ninguém defendeu o modelo PJ
71,7% marcaram o combate à pejotização como prioridade, e nenhuma resposta aberta defendeu o modelo. É uma base sólida para apoiar projetos de lei contra a prática.
Res. CFFa 419/2012: 8 atendimentos em 6h
O formulário não perguntou sobre isso. É um bom tema para uma consulta rápida ao grupo antes de qualquer posicionamento.
Fonoaudiologia e política andam juntas
86,9% das respostas válidas ligam, de forma positiva, a Fonoaudiologia às políticas públicas. Além disso, 79,4% (143 pessoas) mostram ao menos um indicador de interesse nessa relação: resposta aberta, pauta de participação política ou disposição para debates e ações. A base já está disposta a agir. O que falta é organização.
Princípios do grupo
Somos seres eminentemente políticos, e a Fono não está à parte.
Este coletivo reconhece a diversidade e a necessidade de a Fonoaudiologia dialogar com a sociedade da qual faz parte. Não somos uma área apartada.
Não há luta em defesa de uma classe que comece excluindo pessoas trans por serem quem são, nem que oculte a transfobia em nome de uma língua estanque. Por isso usamos linguagem neutra e inclusiva. Quem sai por não reconhecer a diversidade escolhe excluir alguém que faz parte da sociedade.
Organização começa por quem está aqui
Entre no grupo, acompanhe os resultados e ajude a definir as primeiras ações do coletivo.