ComunicaAÇÃO
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Coletivo de fonoaudiólogas, fonoaudiólogos e fonoaudiólogues

Em organização por piso salarial, contra a pejotização e em defesa do SUS.

Sem base unificada, não há mudança estrutural

Nenhuma mudança estrutural será conquistada sem uma base unificada, com representatividade institucional e capacidade de coesão coletiva.

A precarização do nosso exercício profissional, a pejotização nos serviços de saúde e a ausência de um piso salarial normatizado têm a mesma origem: a nossa desarticulação.

Para definir a estratégia de atuação política e dar suporte técnico-político à estruturação da nossa representação sindical, mapeamos o perfil demográfico, trabalhista e de competências de quem integra o coletivo.

Os resultados parciais estão abaixo. Eles orientam as primeiras ações sobre as pautas que a própria base trouxe.

Quem somos

Precisamos ir muito além do debate: o nosso objetivo é formular e colocar em prática ações concretas.

Somos profissionais fonoaudiólogos de diferentes especialidades, e estamos criando este grupo justamente porque percebemos que precisamos ir muito além do debate: o nosso objetivo é formular e colocar em prática ações concretas, como as que apresentamos mais abaixo.

O ComunicaAÇÃO nasce no pós-eleição, a partir da necessidade de estruturar a Fonoaudiologia no debate público e institucional. Somos um grupo de fonoaudiólogos e fonoaudiólogas comprometidos com a defesa de um SUS forte e público, com a soberania nacional, com a valorização da nossa categoria e com o respeito integral à diversidade humana.

Reconhecemos que essa luta passa por um posicionamento político crítico ao neoliberalismo e em defesa das políticas públicas. Isso é, sim, um posicionamento político-ideológico em defesa da Fonoaudiologia.

Acreditamos que a garantia dos nossos direitos e a expansão da Fonoaudiologia dependem de organização, presença institucional e ação política consciente.

Nossos objetivos centrais

1

Organização sindical em São Paulo

Mobilizar a categoria para fundar e estruturar o Sindicato dos Fonoaudiólogos do Estado de SP, contando com a solidariedade, o apoio e a experiência dos sindicatos de fonoaudiologia de outros estados e das demais entidades de classe.

2

Pautas da categoria e da sociedade

Luta pelo piso salarial, combate à precarização do trabalho (pejotização), criação de canais de acolhimento para a prática clínica, barateamento de tecnologias assistivas e próteses auditivas, e instituição da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TDL, entre outros temas que você pode ajudar a trazer.

3

Articulação orçamentária

Ocupar o debate da Lei Orçamentária Anual (LOA) nas Câmaras Municipais e na Assembleia Legislativa em São Paulo e em outros estados, defendendo recursos para a saúde pública e a acessibilidade.

4

Rede e coesão nacional

Criar pontes com fonoaudiólogos de todo o país para atuar de forma unificada junto a conselhos e parlamentares comprometidos com a saúde pública e os direitos sociais.

Perfil da base, até agora

Resultados parciais do formulário de caracterização da base, com 180 respostas analisadas. Os dados são agregados, sem identificação pessoal, e tratados conforme a LGPD. A análise será atualizada com o aumento das respostas no formulário.

180pessoas responderam
91,1%mulheres cisgênero
0,6%pessoas trans e não binárias
68,9%pessoas brancas
25,6%pessoas pretas e pardas (19,4% pardas e 6,1% pretas)
78,9%já formadas
13,6anos de formação em média (mediana de 9)
54,4%atuam ou pretendem atuar no setor público
84,4%da região Sudeste
8,9%da região Sul
3,3%da região Nordeste
3,3%do Norte, Centro-Oeste e exterior

O perfil é concentrado. Ampliar o coletivo para outras regiões, raças, identidades de gênero e para pessoas com deficiência faz parte do trabalho de representatividade. As próximas atualizações do formulário devem incluir dados que, neste momento, não estão compilados, como a presença de pessoas com deficiência.

Onde e como atuamos

Cada pessoa podia marcar mais de uma opção, então os percentuais somam mais de 100%.

Saúde pública e políticasTrabalho e jornadaDemais temas

O que a base quer e o que trava

Percentuais sobre as 180 respostas, salvo quando indicada outra base. Em verde (pontilhado), temas de saúde pública e políticas; em âmbar (listrado), trabalho e jornada.

Nas palavras da base

Respostas escritas agrupadas por categoria e similaridade, por análise de conteúdo, sem qualquer trecho individual. Cada resposta pode entrar em mais de uma categoria, e a base de cada pergunta é a de respostas válidas. A análise será atualizada com o aumento das respostas no formulário.

Fonoaudiologia e política andam juntas

86,9% das respostas válidas ligam, de forma positiva, a Fonoaudiologia às políticas públicas, e o núcleo de sentido é “acesso garantido”. 79,4% mostram ao menos um indicador de interesse nessa relação. A base já está disposta a agir. O que falta é organização.

Do que se prioriza ao que se constrói

O maior descompasso está na organização política: é a dificuldade mais citada (52,3%), mas só 15,2% se dispõem a construir essa pauta diretamente. A equidade é apoiada por cerca de metade da base, mas pouco assumida como tarefa.

Eixos temáticos: prioridade, disposição para construir e dificuldade, em porcentagem
Eixo temáticoPrioridade (Q17, base 180)Quer construir (Q22, base 165)Vê como dificuldade (Q23, base 153)
Trabalho, remuneração e direitos96,129,147,7
SUS, políticas públicas e acesso da população91,740,020,3
Valorização e reconhecimento81,718,837,9
Formação profissional75,013,313,7
Organização política, sindical e representação57,215,252,3
Equidade racial, de gênero e diversidade52,29,72,6

Em destaque: saúde pública e jornada de trabalho

Os dois eixos que mais aparecem nas respostas, separados dos demais.

Políticas públicas de saúde

80,6%marcam a defesa do SUS

91,7% marcaram ao menos uma pauta de SUS, políticas públicas ou acesso. Entre quem trabalha no setor público, a defesa do SUS sobe para 86,7%, contra 73,2% entre os demais. 73,9% pedem ampliação do acesso da população à Fonoaudiologia, e 65,6% marcam políticas públicas e direitos sociais.

Nas respostas abertas, “SUS e saúde pública” é o tema que mais gente se propõe a construir (30,9%). 28,9% atuam em Saúde Coletiva e 16,7% em gestão e políticas públicas. Há ainda uma base técnica com experiência em gestão de serviços do SUS, eMulti, CER e produção de dados.

Jornada e condições de trabalho

86,7%marcam salário e remuneração justa

96,1% marcaram ao menos uma pauta de trabalho, remuneração e direitos. 78,3% marcam condições dignas de trabalho e 71,7% o combate à pejotização, que sobe para 77,6% entre quem atua no setor público e para 83,1% entre quem tem até 5 anos de formação.

11,7% das respostas abertas citam carga horária ou 30 horas, e a maioria pede redução ou limite. Nenhuma defende a jornada atual de 40 horas. Sobrecarga, carga horária e saúde mental aparecem entre as dificuldades de 13,7% das respostas válidas.

Nossas pautas

Análise de cada frente: o que diz a lei, o que tramita no Congresso e como agir.

Para decidir juntos

Devemos apoiar?

PL 1.675/2025

Contra a “pejotização fake”: proíbe pessoalidade, habitualidade e subordinação sobre o prestador PJ.

Você concorda?

Substitutivo do PL 54/2019

Piso de R$ 5.700, jornada máxima de 30h e reajuste anual pelo INPC.

Você concorda?

Res. CFFa 419/2012

Em 6 horas de jornada, uma média de 8 atendimentos de cerca de 40 minutos.

Devemos apoiar?

PL 6.910/2025 e PL 2.965/2026

Isenção de impostos para tecnologia assistiva e cuidado continuado para pessoas com deficiência de alta dependência.

Análise de cada frente

TrabalhoPejotização e imposição de vínculos precáriosA clínica exige deveres de celetista, mas o contrato PJ não garante 13º, FGTS nem licença-maternidade.

Uma das principais queixas da categoria é a contradição jurídica da pejotização: não há obrigação legal de o contratante oferecer os direitos trabalhistas fundamentais, mas ele exige do profissional todos os deveres típicos de um funcionário. O trabalhador precisa cumprir o horário contratado (CLT, arts. 4º, 58 e 482, e), manter a agenda sem faltas injustificadas (art. 482, h), prestar o mínimo de horas acordado (arts. 58 e 58-A) e registrar a jornada diária (art. 74, § 2º).

Por ser pessoa jurídica, não há amparo obrigatório ao 13º salário (Lei 4.090/1962), à licença-maternidade (CLT, arts. 391 e 392), ao FGTS (Lei 8.036/1990) nem ao seguro-desemprego (art. 477). Essa ausência desvirtua a essência das relações de trabalho e esbarra no art. 9º da CLT: a pejotização institucionalizou um cenário desigual, em que a pessoa tem muito mais deveres do que direitos.

  • Se uma clínica exige horário fixo, metas e subordinação sob contrato PJ, comete infração direta a duas leis federais.
  • Art. 9º da CLT: qualquer contrato feito para burlar, mascarar ou fraudar direitos do trabalhador é nulo de pleno direito.
  • Lei 13.429/2017 (Lei da Terceirização): embora permita a contratação de serviços e a terceirização, a contratante não pode submeter o prestador PJ ao seu poder diretivo direto. Exigir subordinação desfigura a prestação de serviços legítima e gera direito ao vínculo de emprego estável.
  • PL 1.675/2025 (senador Fabiano Contarato, PT/ES), o projeto contra a “pejotização fake”: altera a CLT e proíbe que o contratante aplique pessoalidade, habitualidade e subordinação sobre o prestador PJ.
  • PL 3.026/2026 (deputada federal Heloísa Helena, REDE): quer barrar de forma permanente a modalidade em setores vitais e proíbe contratar por PJ para atividades-fim na saúde, pública ou privada. O foco são as Organizações Sociais de Saúde (OSS), que teriam de abrir processos seletivos ou concursos sob o regime CLT, evitando fonoaudiólogos sem 13º, FGTS ou licença-maternidade.
Devemos apoiar o PL 1.675/2025?Vote no site do Senado para impulsionar essa pauta.
Salário e jornadaBaixa remuneração e ausência de piso salarialSubstitutivo na Comissão de Saúde propõe piso de R$ 5.700 e máximo de 30h. Falta pautar a votação.

Apontada como uma das maiores dores da categoria, a remuneração incompatível com o alto investimento na formação gera insatisfação, necessidade de pluriemprego e abandono do setor público em razão do desgaste. Já tramita na Câmara dos Deputados o PL 2.077/2023 (deputada Andreia Siqueira, MDB/PA), que altera a Lei 6.965/1981 para dispor sobre regulamentação, piso salarial e jornada, com 30 horas semanais.

Havia uma proposta original, o PL 54/2019 (ex-deputado Deley, PTB/RJ), que pedia piso de R$ 5.000 e jornada de 30 horas. As duas foram apensadas (unificadas) em maio de 2023. Em 6 de agosto de 2026, o relator na Comissão de Saúde (CSAUDE), deputado Ribamar Silva (PODE-SP), apresentou um substitutivo unificado.

  • Aumento do piso: o valor sugerido foi reajustado para R$ 5.700,00, acima dos R$ 5.000 iniciais.
  • Carga horária: mantida a jornada máxima de 30 horas semanais.
  • Proteção contra a inflação: reajuste anual automático do piso pelo INPC.
  • Onde está: na Comissão de Saúde da Câmara. O parecer favorável precisa ser pautado e votado pelos deputados da comissão e, depois, seguir para votação no Senado. O projeto só anda se o relator e o presidente da comissão o pautarem.
  • Como pressionar: a Câmara mantém uma enquete aberta. Acesse a enquete oficial do PL 54/2019 e vote em “Concordo Totalmente”.
  • Quem cobrar: o deputado Ribamar Silva (PODE-SP), relator, e o atual presidente da Comissão de Saúde. Deixe comentários firmes nas redes oficiais (Instagram/X): “Votem o parecer do PL 54/2019 na Comissão de Saúde! Valorizem a Fonoaudiologia!”
Você concorda?Leia o parecer e a tramitação antes de se posicionar.
Saúde mentalSobrecarga de trabalho e adoecimento mentalNR-1, Resolução CFFa 419/2012 e a realidade das OSS no SUS.

Há relatos frequentes de metas abusivas em clínicas privadas e de sobrecarga extrema no SUS, onde a demanda esmagadora e a falta de equipes geram adoecimento e burnout.

  • Setor privado: com a atualização da NR-1, as empresas privadas são obrigadas a identificar, prevenir e gerenciar os riscos psicossociais do ambiente de trabalho, o que inclui combater metas abusivas, jornadas exaustivas e sobrecarga.
  • Se a clínica impõe metas de faturamento ou de velocidade de consultas que causam adoecimento mental, pode ser penalizada administrativamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou judicialmente por assédio moral organizacional.
  • OSS: como são entes privados de direito privado, estão 100% obrigadas a seguir a NR-1 e devem provar documentalmente que a meta cobrada não adoece os funcionários.
  • Proteção do conselho profissional: a Resolução CFFa 419/2012 estabelece que, em uma jornada de 6 horas, o fonoaudiólogo deve realizar uma média de 8 atendimentos (individuais ou em grupo) de cerca de 40 minutos cada.
  • No SUS: muitas OSS contratam fonoaudiólogos como PJ para burlar direitos trabalhistas e forçar o cumprimento de metas abusivas sob ameaça de rescisão. Esse cenário, somado às cooperativas de fachada, motivou debates e audiências públicas no Senado Federal.
Você concorda com a Res. CFFa 419/2012?Em 6 horas de jornada, uma média de 8 atendimentos de cerca de 40 minutos.
FormaçãoSucateamento da formação: expansão do EADDecreto 12.456/2025 e PL 5.628/2026 avançam, e a Resolução CFFa 740/2024 dá base para denunciar.

Preocupa a proliferação de cursos de graduação à distância, a falta de supervisão adequada de estagiários em clínicas privadas, que fere o código de ética da profissão, e a formação precarizada, que compromete o raciocínio clínico e a segurança dos atendimentos à população.

  • Governo (Decreto 12.456/2025): as graduações em saúde e licenciaturas devem ser oferecidas exclusivamente na modalidade presencial, barrando a abertura de novos cursos EaD.
  • Congresso (PL 5.628/2026): proíbe definitivamente a oferta de ensino à distância para saúde e educação física na LDB. Foi aprovado na Câmara em setembro de 2026 e começou a tramitar no Senado. O argumento central é que o EaD compromete as habilidades práticas de contato direto com o paciente e a biossegurança.
  • Estagiários sem supervisão nas clínicas privadas: o Conselho Federal publicou a Resolução CFFa 740, de 6 de setembro de 2024, que regulamenta rigidamente a atuação do fonoaudiólogo supervisor de estágio.
  • Como agir: 1) denunciar ao CRF-2 (ou ao conselho da sua região), que fiscaliza a ausência de responsáveis técnicos e a atuação irregular de estagiários; 2) acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT), que pune clínicas e OSS que desvirtuam a Lei do Estágio (11.788/2008), transformando o estudante em funcionário comum sem amparo pedagógico.
AcessoBarateamento de tecnologia assistivaIsenção de impostos para próteses e aparelhos auditivos, produção nacional (CEIS) e cuidado continuado.
  • Isenção de impostos: tramita de forma avançada no Congresso um projeto que isenta a tecnologia assistiva de IPI e de Imposto de Importação. A proposta zera impostos de componentes essenciais para próteses, aparelhos auditivos e implantes cocleares, permitindo que clínicas e o SUS comprem equipamentos que ainda dependem do mercado externo sem o peso tributário, que às vezes chega a triplicar o valor de fábrica.
  • PL 6.910/2025 (deputado Duda Ramos, MDB/RR): concede isenção de IPI e de Imposto de Importação sobre produtos de tecnologia assistiva, como próteses e aparelhos auditivos, voltados a pessoas com deficiência.
  • Andamento: em setembro de 2026 foi aprovado, com parecer favorável do relator, deputado Diego Coronel, na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD). O texto aguarda a designação de novo relator na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), para nova análise de mérito financeiro.
  • Produção nacional: mesmo com a isenção, é preciso defender a produção nacional, para haver barateamento real somado ao desenvolvimento de um complexo industrial. Em 20 de julho de 2026 foi sancionada a lei do PL 2.583/2020, que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).
  • O que muda com o CEIS: deixa de ser política de governo passageira e passa a ser lei de Estado permanente. Destina bilhões em crédito e subvenções ao desenvolvimento local de dispositivos médicos e insumos de alta complexidade, para reduzir a dependência de importações do SUS e estimular indústrias nacionais e laboratórios públicos a fabricarem tecnologia assistiva no país.
  • PL 2.965/2026 (deputada Renata Abreu): propõe a Política Nacional de Cuidado Continuado para Pessoas com Deficiência de Alta Dependência. A análise aponta que a lei do CEIS pode contribuir para a viabilidade financeira desse projeto.
Devemos apoiar?Participe das enquetes da Câmara sobre o PL 6.910/2025 e o PL 2.965/2026.
DireitosA luta pelos direitos das pessoas com TDLEstratégia nacional aprovada na Comissão de Saúde e debate sobre equiparação à pessoa com deficiência.

Em 18 de junho de 2026, a Comissão de Saúde da Câmara aprovou o projeto que institui a Estratégia Nacional de Conscientização sobre o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL). O texto base unifica propostas como o PL 6.119/2025. O objetivo é informar a sociedade, combater estigmas, incentivar o diagnóstico precoce e assegurar a inclusão social em todo o território nacional.

A lei obriga a promoção de campanhas educativas, a capacitação de profissionais na rede pública (saúde e educação) e o apoio a pesquisas científicas. A relatora ressaltou que a estratégia fortalece a ponte entre fonoaudiólogos e escolas.

  • Equiparação à pessoa com deficiência (PcD): alguns grupos desejam que o TDL receba o mesmo tratamento jurídico que o autismo (TEA) recebeu com a Lei Berenice Piana, com status de deficiência para efeitos legais. Essa frente avança de forma pioneira nos estados.
  • O exemplo de São Paulo: na Assembleia Legislativa (ALESP) tramita o PL 636/2026, da deputada estadual Clarice Ganem (PODE), que avança sobre o anterior PL 1.638/2023 e dispõe sobre a equiparação da pessoa com TDL à pessoa com deficiência.
  • Na prática, após aprovação: a pessoa com TDL que passar por avaliação biopsicossocial multiprofissional terá direito a inclusão escolar (mediador ou auxiliar em sala, adaptação curricular e tempo estendido em exames e vestibulares) e a benefícios legais (cotas de emprego, isenções fiscais estaduais e prioridade em atendimentos de saúde).
  • Divergência: grupos como o Coletivo “Juntos pelo TDL” defendem que os direitos não fiquem condicionados à avaliação biopsicossocial, e sim ao diagnóstico de TDL, para que casos leves não fiquem sem contemplação.
  • Ação: acompanhe o PL 636/2026 no Portal da ALESP e use as ferramentas de manifestação popular do site oficial para registrar seu apoio formal à proposta.
OrganizaçãoFragmentação e desorganização da classeDesunião, falta de sindicato forte e distanciamento dos conselhos.

Há uma percepção contínua de desunião da categoria, aliada à ausência de um sindicato forte e atuante, especialmente no estado de São Paulo, e ao sentimento de omissão ou distanciamento dos Conselhos de Classe (CFFa/CRFa) em relação às condições de atendimento, o que interfere tanto na categoria quanto na sociedade.

Conteúdo conforme o documento de análise das pautas do coletivo. Confira sempre a situação atual nos sites oficiais do Senado, da Câmara e da ALESP.

Grupos de trabalho

Para operacionalizar a divisão do trabalho, quem tem mais disponibilidade e interesse específico se organiza em 4 grupos de trabalho (GTs) operacionais.

GT 1

Relações institucionais e ação parlamentar

Objetivo: Mapear e incidir diretamente nos espaços de decisão e no Poder Legislativo e Executivo.

Atribuições
  • Mapear vereadores, deputados estaduais e federais progressistas parceiros e agendar reuniões com seus gabinetes.
  • Protocolar requerimentos e a Carta Aberta aos Parlamentares nas Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas.
  • Monitorar a tramitação de projetos de lei (como o piso salarial e a política do TDL) e a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), para pleitear emendas orçamentárias e verbas para o SUS.
  • Organizar a inscrição e o uso da palavra por fonoaudiólogos nas audiências públicas orçamentárias.

GT 2

Articulação acadêmica e estudantil (docentes e estudantes)

Objetivo: Organizar a base universitária, disputar o conhecimento acadêmico e promover a consciência de classe desde a graduação.

Atribuições
  • Articular com Centros Acadêmicos (CAs), Diretórios Acadêmicos (DAs) e Ligas Acadêmicas para apresentar o movimento.
  • Organizar aulas abertas, rodas de conversa e seminários sobre a precarização do trabalho, denunciando a exploração de estagiários em clínicas privadas e a expansão precarizada do ensino EAD.
  • Divulgar a necessidade de organização política e sindical entre os formandos.

GT 3

Pesquisa, mapeamento da base e formulação sindical e teórica

Objetivo: Produzir o diagnóstico científico contínuo da categoria, subsidiar as pautas trabalhistas e elaborar o embasamento teórico e legislativo do movimento.

Atribuições
  • Sistematizar e analisar os dados obtidos pelos formulários de mapeamento (perfil socioeconômico, pejotização, renda, jornada de trabalho e sobrecarga).
  • Desenvolver os estudos e minutas para a fundação e a reabertura do Sindicato dos Fonoaudiólogos em SP e a articulação com sindicatos de outros estados.

GT 4

Comunicação e mídias digitais

Objetivo: Traduzir a teoria e os dados de pesquisa em materiais de agitação visual de alto impacto, para atrair e politizar fonoaudiólogos e a sociedade civil.

Atribuições
  • Produzir artes, carrosséis, vídeos curtos (Reels/TikTok) e memes disputando o assento no campo ideológico sobre temas como a indústria do autismo e a precarização por planos de saúde.
  • Redigir notas oficiais, boletins de notícias e gerenciar a divulgação e o impulsionamento das campanhas do grupo.

Grupo Geral: “soldados da guerra digital” e base acolhedora

Quem preencheu o formulário, mas não tem tempo para compor um GT fixo, tem papel essencial na linha de frente da mobilização no Grupo Geral.

Agitação digital e pressão nas redes

Acionar “dias de mobilização” para comentar em massa nas redes sociais de parlamentares e relatores do orçamento, cobrando o piso salarial e a aprovação dos projetos de lei da Fonoaudiologia.

Presença e pressão presencial

Mobilizar a presença física em galerias de câmaras municipais, assembleias e audiências públicas no momento de votações orçamentárias.

Captação de base e expansão

Convidar novos colegas de trabalho, ex-colegas de faculdade e grupos de estudo para integrar o movimento.

Debates clínicos, trabalhistas e acolhimento ético

Participar de rodas periódicas de conversa online sobre a prática clínica real, servindo como canal de acolhimento contra abusos e injustiças no trabalho (pejotização, assédio, calotes de clínicas e sobrecarga). Essa escuta acolhedora transforma o sofrimento individual em indignação política coletiva.

Princípios e regras do grupo

O ComunicaAÇÃO é um grupo de organização, articulação e mobilização coletiva de fonoaudiólogos.

Quando falamos em política, estamos falando de participação nos espaços de decisão, incidência legislativa, construção de políticas públicas, representação da categoria e reivindicação de direitos.

Nosso objetivo é construir uma organização capaz de pautar e enfrentar questões estruturais da Fonoaudiologia, como valorização profissional, piso salarial, condições de trabalho, regulamentação e fiscalização do exercício profissional, políticas públicas e acesso da população aos serviços fonoaudiológicos.

Por isso, este não é um grupo destinado ao compartilhamento aleatório de conteúdos de Fonoaudiologia, divulgação de cursos, vagas, eventos ou dúvidas clínicas. Existem outros espaços para essas trocas.

Para manter nosso propósito, estabelecemos alguns princípios

  1. Compromisso com a finalidade política do grupoAs discussões devem estar relacionadas à organização da categoria, às nossas pautas e às estratégias de mobilização.
  2. Construção coletivaTodas as pessoas podem apresentar demandas, críticas, propostas e sugestões. Não se trata de um espaço de decisões individuais, mas de construção democrática.
  3. Debate com respeito e pluralidadeDivergências são legítimas e necessárias, desde que contribuam para o debate e não se transformem em ataques pessoais. Todas as pessoas devem ter sua dignidade respeitada.
  4. Compromisso com a equidade e o enfrentamento das opressõesO grupo deve assumir uma postura de respeito e defesa dos direitos das populações historicamente vulnerabilizadas, incluindo pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, população em situação de rua, população negra e outros grupos socialmente marginalizados. Não serão toleradas manifestações de racismo, machismo, LGBTfobia, capacitismo, preconceito de classe, intolerância religiosa ou qualquer outra forma de discriminação.
  5. Foco em ações concretasQueremos ir além das discussões. Precisamos construir estratégias, documentos, articulações e encaminhamentos.
  6. Responsabilidade coletivaDecisões e posicionamentos em nome do grupo devem ser construídos e pactuados coletivamente.
  7. Organização e objetividadeEvitar mensagens desconectadas das nossas finalidades, correntes, publicidade e compartilhamentos que não contribuam para as pautas coletivas.

Nosso propósito não é apenas conversar sobre os problemas da Fonoaudiologia, mas nos organizar politicamente para enfrentá-los.

Não queremos ser apenas um grupo de profissionais insatisfeitos. Queremos construir força coletiva, representação e capacidade real de incidência nas decisões que determinam os rumos da nossa profissão.

A mobilização é o começo. A organização política é o caminho.

Organização começa por quem está aqui

Entre no grupo, acompanhe os resultados e ajude a definir as primeiras ações do coletivo.